sexta-feira, 10 de maio de 2013

quando a vida resurge

Estou eu bem desanimada com a vida, trabalhando mas infeliz, longe da pessoa que eu amo,
cheia de pensamentos, encanações e paranoias já tão conhecidas por mim, e me sentindo sem
vontade de viver... Assim foi meu começo de 2013...
Mas, como a vida da gente é uma caixinha de surpresa e não temos controle de absolutamente NADA... Começei sentir algumas coisas ruins, como dores na barriga, enjoo, desanimo, não conseguia mais treinar na academia... e isso se estendeu por algumas semanas, porém, não me importei muito, achei que fosse cansaço, pois trabalhava muito... Mas um dia, percebi que minha barriga estava grande e isso me assustou, masss... como sou uma ipocondriaca nata, já nem dormi pensando estar com alguma doença ruim.
Meu pai e minha irmã insistiram para eu fazer um exame de gravidez, mas eu tinha certeza que não era, porque eu tinha dificuldade para engravidar, então sabia que não seria assim tão fácil.
Mas, decidi fazer. Naquela noite nem dormi mesmo, passaram um milhão de coisas em minha cabeça, e comecei a criar uma certa expectativa: Queria estar grávida.
Fui de manhãzinha fazer o exame, e depois fui trabalhar. Não consegui me concentrar no trabalho e só queria ir embora para saber o resultado.
Minha irmã ficou encarregada de ir retirar o resultado e foi me buscar para eu abri-lo...
Fomos para um parque bem bonito perto do meu trabalho e lá me sentei embaixo de uma árvore,
peguei o envelope e com o coração quase saindo pela boca, a cabeça á um milhão por hora, não
conseguia raciocinar e estava com medo do que iria ver, estava com medo de dar negativo, pensava no Cris, pensava no meu pai... exitei um pouco, mas finalmente tive coragem de abrir o envelope...
E naquele momento o tempo parou, eu lia e relia e relia... e mesmo assim não conseguia acreditar: POSITIVO. Não sabia se eu chorava, se eu ria, se eu gritava, tinha vontade de fazer tudo ao mesmo tempo. Queria que o Cris estivesse aqui, queria poder correr e pular no colo dele, queria poder abraçá-lo e dizer: VAMOS TER UM FILHO!!! Uma vontade que nós dois sempre tivemos...
 
Mas a realidade infelizmente era outra, eu teria que contar a noticia mais importante e feliz das nossas vidas, pela tela de um computador, estando a não sei quantos quilometros de distância dele, sem poder beijar, abraçar olhar nos olhos dele... Não conseguia conter o choro e ele nem acreditava no que estava ouvindo. Apesar do jeito que foi, foi emocionante, foi lindo!!!
 
E apartir daquele dia (09/03/2013) eu já não me senti a mesma, na verdade não sou mais a mesma.
Eu dormi de um jeito estranho, diferente. Ainda não conseguia acreditar!!!
De repente me vi obrigada a ser tudo aquilo que até aquele dia ainda não tinha conseguido ser:
Corajosa, otimista, paciente, esperançosa... a ter mais fé, ter menos medo... e me descobri sendo assim. Porque agora tenho um motivo muito grande para isso, agora não estou mais sozinha, nunca mais na vida estarei sozinha. Tenho dentro de mim uma vida, que depende de mim, que precisa de mim... E mesmo sendo um serzinho bem pequeno, para mim já é muito grande, pois me sinto mais forte e segura, me sinto em paz, me sinto protegida por ele(a).
 
E eu me sinto também muito abençoada por Deus, sinto como se fosse um milagre...
E agradeço todos os dias por meu filho ter me escolhido. Por ter confiado em mim e acreditar que serei capaz de cuidar dele(a) para o resto da vida!!!
 
E assim, se inicia a jornada mais louca e mais maravilhosa da minha vida...
 
SER MÃE!!!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

esperar...

Faz mais ou menos um ano que alguma coisa mudou na minha vida.
Desde a minha formatura no meio do ano passado, venho me sentindo angustiada com frequencia,
tendo pensamentos negativos e obssessivos, e coisas do tipo...
Mas foi no começo desse ano que tudo veio realmente à tona: Os traumas; medos; e a baixa auto-estima vieram para me assombrar. E trouxaram com elas muita dor e inquietação. Roubaram de mim a paz e alegria de viver.
É como se antes eu tinha uma capa que encobria todas essas coisas ruins, mas no fundo sempre estiveram lá, dentro de mim, no meu inconsciente ai em um momento de fragilidade vieram assim, de uma vez só, para fora. E hoje, depois de alguns meses, me sinto pesada e cansada de tudo isso...
É como se minha cabeça não tivesse um só minuto de folga, meu coração vive em constante aceleração, não sei mais aproveitar os momentos bons, porque fico só pensando no que vai (ou pode) acontecer no futuro, ou então pensando no passado que eu gostaria do fundo do meu coração que voltasse.
Eu acredito cegamente, que não tenho controle sobre meus pensamentos e sentimentos, por isso, por várias vezes tento desistir, tento disistir da minha felicidade, tipo: deixa assim mesmo, tipo: me acostumo com essa infelicidade. Tipo: angustia? aah, normal!
Mas ai, como ainda me sobra um tantinho de sanidade (rs), não desisto. Porque apesar de me sentir mau, apesar de ter baixa auto-estima, apesar dos pensamentos negativos, eu ainda tenho um sentimento que é a miha força: A fé. Mesmo sendo pouca (eu acho que é pouca) ela existe e sei que é por isso que ainda não desisti. Tenho dentro de mim, algo que eu chamo de intuição, uma pontinha de esperança e algo que me diz: Vai dar TUDO CERTO! Eu só preciso acreditar nisso, preciso aprender a ter confiança e fé em mim mesma. Acreditar no meu poder.
Teho medo disso tudo nunca passar e eu nunca conseguir ser feliz de novo. Mas ai, olho pra trás e vejo que já superei diversas vezes várias situações dificeis e estou aqui ainda. Portanto não tem o que temer. Eu sei que um dia terei a maturidade suficiente para me fazer acreditar em meu potencial e esse potencial vai me
levar longe, vai me levar para  minha felicidade..E vivo assim, nessa confusão. Uma hora tô bem, ai fico mau, uma hora sou otimista, ai derepente  não acredito em mais nada...
Mas uma hora ou outra tudo passa, a paciencia ainda não é minha maior virtude, mas serei obrigada a tê-la, porque a vida apesar de tudo, ainda vale a pena!!



segunda-feira, 4 de junho de 2012

sobre a fé...

Tenho me descoberto uma pessoa de fé.
Descobri o poder que esse sentimento tem. Não que eu não o tivesse antes, mas agora eu tenho MESMO!
Sinto algo bom quando paro, respiro, aquieto minha mente e converso com meu "DEUS". Me sinto
mais perto de mim mesma, consigo entender melhor meus sentimentos e pensamentos...
E isso tá me fazendo um bem danado, tá me dando força e esperança para acreditar e correr atrás
dos meus objetivos.
Sinto um intuição boa em relação a minha vida (e isso inclui as pessoas que estão nela também)
e espero que esteja certa, espero continuar sentindo e seguir em frente.



quarta-feira, 16 de maio de 2012

Permita-se

Várias vezes me deparei nessa situação:
Acordo cedinho cedinho (5:10 da matina) para ir à academia, e vou firme e forte, embaixo de chuva e frio...
E acordo assim, animada, alegre, feliz, contente, com pensamentos positivos e etc.
Mas ai, como num passe de mágicas, toda essa animação desaparece. (parece pessoa bipolar sabe rsrs)
Meu sorisso se desfaz e meus pensamentos antes otimistas, passam a ser desesperadores.
Cheguei a conclusão de que não estou me permitindo ser feliz. No popular: Estou caçando pelo em ovo, e colocando chifre em cabeça de cavalo... Ou seja, criando problemas, até fazendo drama de vez em quando. Mas faço isso não porque quero, acaba sendo como um boicote a mim mesma, uma auto sabotagem. Vai entender!!

Me acho fraca, sem esperança e muito pessimista também. Tenho medo do desconhecido e ao mesmo tempo tenho medo de estagnar.
Essa auto sabotagem tá me perseguindo. Não queria desmanchar um sorriso, nem ficar com dor de cabeça só de pensar em certas coisas... Mas em uma coisa já estou melhorando: Aprendi a reconhecer todas essas falhas e percebi que elas vão embora. Aos poucos estou me livrando de tudo isso.
Precisamos ser fortes e encarar as coisas que julgamos ruins. Tudo passa, tanto uma coisa boa quanto uma ruim. Um dia serão só lembranças e o principal: APRENDIZADO.
De agora em diante vou tentar fazer ao contrário:
Quando estiver de cara fechada, desanimada, cheia de pensamentos pessimistas... irei desamarrar a tromba e transforma-la em um sorriso, em esperança e tudo que for bom! (assim espero conseguir)



terça-feira, 15 de maio de 2012

Tem dias que a gente se sente meio estranho, perdido no mundo.
Tem dias que nada faz sentido, e a sua vontade é de sumir. Ir pra qualquer lugar,
como se isso fosse te tirar de dentro de você mesma. Como se isso adiantasse.

As vezes me pergunto: qual é a minha missão aqui?
O que estou fazendo de bom?
Qual a marca e a lembrança que irei deixar?

E por diversas não tenho respostas, e isso me assusta.
Me dá uma angustia de pensar que não estou fazendo nada de bom,
que não estou fazendo a diferença que quero ver no mundo.
Eu fico revoltada com muitas coisas ruins que acontecem à nossa volta:
Crueldade com os animais, crianças, idosos, contra à natureza, etc...
mas também, não faço nada para melhorar. E sinto que é por falta de vontade,
porque quando a gente quer, arranja um jeito, arruma dinheiro, tempo e tudo que for preciso!!!
E isso me dói novamente...

Hoje, ao chegar no meu trabalho, havia uma cachorra deitada na porta de entrada.
Ela estava tremendo muito, nem se mexia e não tinha reação quando eu a chamava.
E além disso, está grávida.
Me cortou o coração e imediatamente liguei para um veterinario para saber se ele me ajudava,
ele disse que viria mas pediu para eu ligar para o ZOONOSES. Liguei também, disseram que viriam,
mas não sabiam o horário.
Eu dei ração, água (porem ela não quis beber), e o tempo que pude, fiquei ao lado dela,
mas como estava trabalhando não pude por muito tempo.
Liguei novamente para o CCZ, e disseram que ja haviam saido de lá...

Resumindo:
O veterinário não veio, o Zoonoses também ainda não apareceu, e a cachorrinha, por um minuto
que sai de perto, foi embora. Procurei, mas não a vi mais...

Isso me deixou muito mal.
Acabei não fazendo nada e isso é revoltante.

Mas apesar disso, teve um lado bom:
Descobri pra que estou aqui e o que irei fazer para ser a mudança que quero ver.

Irei buscar aquilo que me dá prazer e alegria em fazer. E vou conseguir (:


 

quinta-feira, 22 de março de 2012

Falta



Tenho saúde, família e amor, será que é injusto e ingrato da minha parte me sentir infeliz

de vez em quando?

Mas me sinto ainda incompleta, sei que falta algumas coisas, alguns pontos para serem colocados

em seus lugares. Ainda falta eu econtrar meu espaço no mundo, falta maturidade mesmo me sentindo completamente adulta, falta eu ME encontrar, descobrir quem realmente sou e para que estou...

Me dá desespero, ansiedade, mas no fundo eu sei que esse dia vai chegar e somente passando por questões desse tipo que encontraremos o verdadeiro sentido da vida.

Nada é fácil e nem deve ser.


"Não devemos ter medo da dor, mas de não enfrentá-las"

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

As Vísceras e o Coração - de Jaime Ambrosio

Não há como fugir. Impossível romper as paredes de concreto e ferro. Está cercado por homens que usam armas compridas - agulhões elétricos - e aventais manchados de sangue. Tudo em volta cheira sangue, odor vivo dos que chegaram antes. Já não tem forças para caminhar com as próprias pernas. Eles sabem disso e o deixam parado por alguns instantes - etapa estratégica antes do último corredor (lá precisam mantê-lo em pé).


Momento fatídico, irreversível, quando a realidade mostra as garras afiadas e afugenta a última nevoa de ilusão. O estado de pânico chega ao ponto Maximo: todos os músculos estão tensos; a pulsação cresce ainda mais; o ritmo respiratório cresce, com as narinas inflando em excesso para absorver mais ar; os olhos dilatam em busca de outros estímulos; do abdômen os gases descem, suscitando fezes e urina. O organismo saturado diante da morte anunciada.


No começo era apenas medo...


Eles chegam no campo resolutos, com os mesmos agulhões, e o identificam. Está marcado para a Viagem.


Tenta fugir, acuado, mas leva várias estocadas elétricas. A carne arde e se retesa. Uma complexa reação química começa no cerébro, atingindo todas as células e fibras. E a resposta do corpo à violação do corpo.


Debate-se em vão, ataca, em vão. E amarrado, fortemente, é conduzido para o interior do grande carro. Há outros como ele, um em cada compartimento. Estão atordoado, sem entender por que foram expulsos dali. O trajeto é sinuoso, cheio de solavancos, vibrações irritantes, paisagens estranhas. De vez em quando uma nova parada. Mais um embarcado, ofegante, perplexo.


A chegada é violenta, então o medo aumenta. Recebe novas estocadas por todo o corpo, enquanto é conduzido por um angustiante labirinto de corredores e rampas. Para não ser torturado ainda mais, trôpego, por onde querem que caminhe.


Dezenas de seres iguais a ele gritam, aterrorizados. Como eles passam por vários banhos químicos, que irritam a pele e os olhos.


Não há como fugir. Impossível romper as paredes de concreto e ferro. As fezes, incontidas escorrem pelas pernas, a urina escorre. Então uma figura familiar lhe parece na frente, sendo levada pelos homens.


Reconhece-a pelo cheiro, pelas imagens de outros tempos, afagos pueris. Os dois olham-se por alguns breves segundos. Ela está calma, resignada, e transmite a ele essa paz incomun. Os algozes não percebem, mas dos olhos dele vertem grossas lágrimas, que se misturam ao sangue escorregadio no chão. Então o pânico recua, os nervos ganham elasticidade, o coração bate compassado, a respiração sossega. Sente-se tranquilo, estranhamente tranquilo diante do destino que lhe reservaram. Busca na memória acontecimentos bons que lhe marcaram a vida; ignora os momentos difíceis da sua condição. Lembra dos espações abertos, águas e gramíneas, seres iguais em volta. O coração sorri.


Está pronto. É hora de ser conduzido ao último corredor do abatedouro. Depois do derradeiro choque elétrico vai se transformar, para eles, num monte de carne diferenciada, fonte de proteína para todos os paladares. Mas sabe, porque a Anunciação, que depois do golpe fatal, quando o sangue começar a jorrar por todos os cortes industrializados, romperá concreto e ferro, paredes, numa fuga desenfreada em busca do Édem selvagem





Jaime Ambrosio